MANUAL PRÁTICO DA VIDA
Rangel Alves da Costa*
Acredite e confie no destino. Você nasceu porque estava premeditado, já estava escrito nas estrelas, e nada tem a ver com aquele presente caríssimo que seu pai mandou pra sua mãe quando queria conquistá-la. Se enviasse uma lembrancinha qualquer de camelô daria na mesma coisa. Acredite...
Já que você nasceu e não tem jeito mesmo, não pode voltar atrás, ao menos aprenda a viver. Todo mundo sabe como viver bem e é por isso que todos dizem que faz mal fumar, que não se deve olhar a mulher do outro, que falar alto é feio, que jogar papel e cuspir na rua é ridículo, que inveja é pecado, que não se deve votar em político ladrão, que é crime maltratar a natureza e destruir o meio ambiente, que basta uma saladinha no almoço e pronto. Todo mundo sabe disso e segue tais princípios religiosamente. Você gostaria que os outros achassem que o que faz é feio? Então faça como eles. É por isso que a vida é cheia de pessoas saudáveis, educadas, alegres, magras e com a consciência limpa. Acredite...
Na sua adolescência, que dizem ser entre os 11 e18 anos, por aí, tenha em mente que este é o momento de passagem, como num ritual de mudança e iniciação, quando você sai da criancice e adentra num momento de afirmação enquanto ser humano. É uma fase crucial, quando a maioria começa a negar totalmente o que realmente é ou gostaria de ser, simplesmente para satisfazer o falso puritanismo dos outros. Você não pode ir de encontro aos princípios da ética, da moral e dos bons costumes, pois irá de encontro à pureza de uma sociedade que não finge, não mente, não faz nada às escondidas, não satisfaz entre quatro paredes os instintos mais bestiais e os desejos oprimidos. Acredite...
Com o tempo passando e você já sabendo o que realmente quer na vida, mesmo assim, nem em sonhos, demonstre que tem um comportamento diferente por natureza. Jamais veja o outro como ser humano que merece respeito, afeto, afeição e carinho. Dirão que você está alimentando feras. Jamais dê bom dia, boa tarde, boa noite, muito obrigado, peça desculpa, abra a porta para alguém passar, levante para um idoso sentar ou esboce um sorriso para o próximo. Dirão que você perde tempo, que não há lugar para educação num mundo de espertos. Jamais queira amar romanticamente, beijar e abraçar ainda, falar de amor ainda, sentar no banco da praça e ler ainda de olhos brilhantes um poema para a amada. Dirão que ela está te traindo com um moleque qualquer, e isso pode ser verdade. Jamais discorde das pessoas quando discordam de tudo isso que você faz, pois todos é que agem corretamente e somente você faz tudo errado. Basta ver as pessoas impolutas que são, sem nenhuma mácula na vida, beatificados sem ir para os céus. Acredite, eles fazem tudo certo, jamais erraram e seria até pecado falar em pecado. Pelo que dizem e por você ter simplesmente um comportamento verdadeiramente humano, não se admire se lhe assegurarem uma fogueira no reino dos mortos. Acredite...
Na trilhar de sua vida adulta, quando a gente tem que entregar muito mais do que partilhar e tenha que ser forçado domador no circo de feras, mais uma vez a fera a ser abatida será você. Se não casou ainda ou não pretende, é porque você é um irresponsável por natureza, já que nessa idade ainda não quis ter as responsabilidades de esposo e pai. Dizem isso porque cumprem religiosamente com seus deveres, são exemplares na vida familiar, nunca deixaram faltar absolutamente nada em casa, vivem na bonança, fazem dos compromissos do lar algo que lhes dão contínuo e eterno prazer. Para ser igual a eles, irremediavelmente terá de casar, mesmo que você saiba e tenha plena consciência de que o pouco que tem não pode ser transformado em sofrimento para os outros. Acredite...
Se mesmo com as críticas, os ataques, as mentiras e os achincalhamentos, você conseguir chegar à velhice, é neste momento que todos os seus conceitos deverão ser revistos, ou não. Revistos porque você achava que nesse entardecer chuvoso da vida os idosos não eram tratados com dignidade, que não tinham seus direitos respeitados, não eram abandonados por familiares em asilos, não tinham uma vida jogada ao léu e ao sopro das circunstâncias. Não, precisa rever porque você estava totalmente enganado. Envelhecer no Brasil é coisa bonita de se ver. E não deve rever conceitos porque não adianta. Os sofrimentos que terá e passará serão totalmente seus, pois os outros nem estarão aí, principalmente porque nos tempos idos você quis ser apenas você. Se fosse como eles, que insistem em não enxergar a realidade, diria que é uma maravilha morrer aos poucos com dignidade. Acredite...
Acredite só mais em uma coisa. Querem sempre levar você para o seu meio e não vá. Até que vá, aprenda o que for lição e vá seguindo adiante, sem olhar para trás. Não olhe porque já estarão falando mal de você e certamente dizendo: Esse aí nunca prestou pra nada...
Advogado e poeta
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com
SAIA DO SOL E DA CHUVA, ENTRE...
A morada é simples, é sertaneja, mas tem alimento para o espírito, amizade e afeto.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Conceito de Sertão (Poesia)
Conceito de Sertão
Rangel Alves da Costa
É uma terra que veio primeiro
E foi esquecida depois
De homens/bichos
E animais humanos
Com todos sabendo sofrer
Sem demonstrar padecer
Dizem...
É uma paisagem voraz
Com sede e com fome
Com tapera, solar e sol
Com sol e sóis
E uma gota d’água esquecida
Na sede pra toda vida
Dizem...
É uma estrada espinhenta
Cortando pele e destino
Abrindo veias e temores
Do que não se espera e virá
E virá porque veio ontem
Na dor que certamente virá
Com a fome a se alastrar
Dizem...
É um calendário antigo
Com validade renascida
Porque o que muda não muda
E o que muda faz lembrar
Da mesma história conhecida
Do mesmo rosário chorado
No sétimo dia lembrado
Dizem...
É um tapete imponente
Jogado ao maior desalento
Com mandacarus, xiquexiques,
Catingueiras, preás e aroeiras,
Flor do campo e macambira
E todo bicho e planta
Na beleza triste que espanta
Dizem...
Sertão é tudo o que dizem
E o que dizem sem ser tão.
Rangel Alves da Costa
É uma terra que veio primeiro
E foi esquecida depois
De homens/bichos
E animais humanos
Com todos sabendo sofrer
Sem demonstrar padecer
Dizem...
É uma paisagem voraz
Com sede e com fome
Com tapera, solar e sol
Com sol e sóis
E uma gota d’água esquecida
Na sede pra toda vida
Dizem...
É uma estrada espinhenta
Cortando pele e destino
Abrindo veias e temores
Do que não se espera e virá
E virá porque veio ontem
Na dor que certamente virá
Com a fome a se alastrar
Dizem...
É um calendário antigo
Com validade renascida
Porque o que muda não muda
E o que muda faz lembrar
Da mesma história conhecida
Do mesmo rosário chorado
No sétimo dia lembrado
Dizem...
É um tapete imponente
Jogado ao maior desalento
Com mandacarus, xiquexiques,
Catingueiras, preás e aroeiras,
Flor do campo e macambira
E todo bicho e planta
Na beleza triste que espanta
Dizem...
Sertão é tudo o que dizem
E o que dizem sem ser tão.
Conversando com Pessoa
CONVERSANDO COM PESSOA
Rangel Alves da Costa*
Não guardo os versos na memória, mas gosto daquele poema onde Fernando Pessoa diz que o Tejo é o rio mais bonito porque é o rio que passa pela sua aldeia. Isso me faz lembrar do pouco valor que damos às coisas que nos rodeia.
Depois que as coisas somem, vão embora ou estão distantes, somos inclinados a sentir sua falta. Depois que o vazio não pode ser preenchido, fechamos os olhos de saudades e até choramos. Depois que o redemoinho passa e leva consigo aquilo que não soubemos preservar, nos amparamos em qualquer lembrança para poder reconfortar.
Ora, ontem estavas aqui e eu não beijei, não senti, não abracei. Ora, ontem pensei que tinha tudo e não doei um pedaço de mim para ficar ao teu lado. Ora, agora é tarde, e virá a noite, que me encontrará lendo Fernando Pessoa, para tentar reaprender que tudo aquilo que amamos e que está ao nosso lado sempre será mais belo, mais bonito, mais importante, mesmo que não seja o Tejo passando pela nossa aldeia.
Advogado e poeta
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
Rangel Alves da Costa*
Não guardo os versos na memória, mas gosto daquele poema onde Fernando Pessoa diz que o Tejo é o rio mais bonito porque é o rio que passa pela sua aldeia. Isso me faz lembrar do pouco valor que damos às coisas que nos rodeia.
Depois que as coisas somem, vão embora ou estão distantes, somos inclinados a sentir sua falta. Depois que o vazio não pode ser preenchido, fechamos os olhos de saudades e até choramos. Depois que o redemoinho passa e leva consigo aquilo que não soubemos preservar, nos amparamos em qualquer lembrança para poder reconfortar.
Ora, ontem estavas aqui e eu não beijei, não senti, não abracei. Ora, ontem pensei que tinha tudo e não doei um pedaço de mim para ficar ao teu lado. Ora, agora é tarde, e virá a noite, que me encontrará lendo Fernando Pessoa, para tentar reaprender que tudo aquilo que amamos e que está ao nosso lado sempre será mais belo, mais bonito, mais importante, mesmo que não seja o Tejo passando pela nossa aldeia.
Advogado e poeta
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
Maluquice ou Filosofia
MALUQUICE OU FILOSOFIA
Rangel Alves da Costa*
Verdade é que, dentre as muitas possibilidades de alegria e de tristeza que temos na vida, nenhuma é capaz de, sozinha, nos trazer a felicidade ou aumentar o pranto. Estou feliz porque estava triste; estou deprimido porque nenhuma alegria me alenta no momento. E nesse vão das coisas, choramos porque estamos infelizes ou por que nos falta os motivos do sorriso?
Verdade é que não adormecemos nem acordamos. Deitar, fechar os olhos e viajar em sonhos ou ter assombrações é revirar a noite de olhos bem abertos para as realidades que surgem. E quando ao amanhecer os olhos passam a enxergar essa outra realidade, nada mais é do que dar continuidade ao que já estava sendo visto, pois procuramos sempre conjugar o presente com o significado do sonhado, numa forma de explicar a vida e planejar o futuro. Daí jamais acordar porque adormecemos, mas sim levantar para continuar tecendo o fio da existência.
Verdade é que não há idade, não fomos mais jovens ontem e nem somos mais velhos hoje. Quantos anos tem a vida? A vida é nova ou a vida é velha? Se todos querem sempre recomeçar do presente, como poderíamos pretender construir naquilo que já está envelhecida, que é a vida? Neste sentido, ser jovem significaria simplesmente nada, vez que é na velhice que se sabe o que é a vida. E dizem: morreu cedo demais, morreu quando tinha a vida inteira pela frente, morreu nessa idade com um espírito de menino. Ou seja, morreu como nada, pois não há idade na vida e nem para os homens que vivem nessa vida. O que existem são momentos. Simplesmente isto, momentos. E cada momento pode trazer consigo, na mesma pessoa, a criança ou velho, pois todos somos tudo isso ao mesmo tempo.
Verdade é que não existe amor, paixão ou entrega de coração. As pessoas esquecem que suas vidas são feitas de momento e esquecem mais ainda que nesses momentos é que surgem os desejos, as ansiedades, os quereres, as excitações, as tendências, os gostos, as vontades. Tudo isso é passageiro, e disso também esquecem. Quando insistem em preservar aquilo que satisfaz num momento e chamam isso de amor, paixão ou entrega, simplesmente procuram perpetuar um momento que não existirá mais, pois tudo muda, esfria, vai apagando, e nessa neblina da realidade vai surgindo a insuportabilidade. E isso talvez exista.
Verdade é que não há família. Alguém lembra de algum conceito de família? Quais os deveres e obrigações de uma família? Existe esse ideário chamado união familiar? O pai brigou com a mãe porque os filhos estavam brigando e esta não encheu os menores de porrada. O pai morreu e depois outro filho, morto este por outro irmão que não aceitava as condições da partilha da herança. Este é irmão daquele e daquele outro, mas nenhum se fala desde pequeno. Cada um é por si, e foi isto que pensou a viúva quando trouxe pra dentro de casa o estranho que tornou-se algoz de seus filhos. Com este, a viúva teve outros filhos e assim passou a ter praticamente duas famílias. Mas existe família?
Verdade é que não há justiça, não há lei nem magistrados. O próprio conceito de justiça diz isso: dar a cada um o que é seu. Ora, significa que a justiça está à disposição dos magistrados segundo a leitura e aplicação da lei que queiram fazer. Por isso é que, dando a cada um o que é seu, dão ao pobre, fraco e desprotegido aquilo que merece e ao rico, influente e apadrinhado aquilo que não merece. Só que um merece os rigores da lei e o outro não. Aplicam simplesmente o princípio da isonomia: todos são iguais perante suas desigualdades.
Verdade é que não há riqueza nem tampouco pobreza. Aos olhos dos outros, o que pode haver é uma falsa noção de que o outro possa ter mais ou menos alguma coisa. Ninguém possui algo a mais ou a menos; ninguém tem mais do que o outro nem ninguém terá mais do que tem hoje. Simplesmente um possui uma coisa que o outro não possui, como, por exemplo, as noções de saúde, de felicidade, de amizade. Digo noções porque isto também não existe. Se tais bens ou noções pudessem ser verdadeiramente adquiridas ou compradas, aí sim, existiria riqueza.
Verdade é que não há nenhuma verdade, não há nenhuma mentira, não há absolutamente nada. Ora, se há uma força maior que comanda tudo, por que não direcionar o mundo para a paz, acabando com a violência, a miséria e as doenças? Dizei-me: se todos são filhos de um mesmo pai, todos não deveriam ser irmãos na mãe terra? Pelo contrário, sei que vou matar parte de minha família e mesmo assim construo a bomba, faça a guerra,deixo que vítimas inocentes morram.
Só há uma explicação para tudo isso:...
Advogado e poeta
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com
Rangel Alves da Costa*
Verdade é que, dentre as muitas possibilidades de alegria e de tristeza que temos na vida, nenhuma é capaz de, sozinha, nos trazer a felicidade ou aumentar o pranto. Estou feliz porque estava triste; estou deprimido porque nenhuma alegria me alenta no momento. E nesse vão das coisas, choramos porque estamos infelizes ou por que nos falta os motivos do sorriso?
Verdade é que não adormecemos nem acordamos. Deitar, fechar os olhos e viajar em sonhos ou ter assombrações é revirar a noite de olhos bem abertos para as realidades que surgem. E quando ao amanhecer os olhos passam a enxergar essa outra realidade, nada mais é do que dar continuidade ao que já estava sendo visto, pois procuramos sempre conjugar o presente com o significado do sonhado, numa forma de explicar a vida e planejar o futuro. Daí jamais acordar porque adormecemos, mas sim levantar para continuar tecendo o fio da existência.
Verdade é que não há idade, não fomos mais jovens ontem e nem somos mais velhos hoje. Quantos anos tem a vida? A vida é nova ou a vida é velha? Se todos querem sempre recomeçar do presente, como poderíamos pretender construir naquilo que já está envelhecida, que é a vida? Neste sentido, ser jovem significaria simplesmente nada, vez que é na velhice que se sabe o que é a vida. E dizem: morreu cedo demais, morreu quando tinha a vida inteira pela frente, morreu nessa idade com um espírito de menino. Ou seja, morreu como nada, pois não há idade na vida e nem para os homens que vivem nessa vida. O que existem são momentos. Simplesmente isto, momentos. E cada momento pode trazer consigo, na mesma pessoa, a criança ou velho, pois todos somos tudo isso ao mesmo tempo.
Verdade é que não existe amor, paixão ou entrega de coração. As pessoas esquecem que suas vidas são feitas de momento e esquecem mais ainda que nesses momentos é que surgem os desejos, as ansiedades, os quereres, as excitações, as tendências, os gostos, as vontades. Tudo isso é passageiro, e disso também esquecem. Quando insistem em preservar aquilo que satisfaz num momento e chamam isso de amor, paixão ou entrega, simplesmente procuram perpetuar um momento que não existirá mais, pois tudo muda, esfria, vai apagando, e nessa neblina da realidade vai surgindo a insuportabilidade. E isso talvez exista.
Verdade é que não há família. Alguém lembra de algum conceito de família? Quais os deveres e obrigações de uma família? Existe esse ideário chamado união familiar? O pai brigou com a mãe porque os filhos estavam brigando e esta não encheu os menores de porrada. O pai morreu e depois outro filho, morto este por outro irmão que não aceitava as condições da partilha da herança. Este é irmão daquele e daquele outro, mas nenhum se fala desde pequeno. Cada um é por si, e foi isto que pensou a viúva quando trouxe pra dentro de casa o estranho que tornou-se algoz de seus filhos. Com este, a viúva teve outros filhos e assim passou a ter praticamente duas famílias. Mas existe família?
Verdade é que não há justiça, não há lei nem magistrados. O próprio conceito de justiça diz isso: dar a cada um o que é seu. Ora, significa que a justiça está à disposição dos magistrados segundo a leitura e aplicação da lei que queiram fazer. Por isso é que, dando a cada um o que é seu, dão ao pobre, fraco e desprotegido aquilo que merece e ao rico, influente e apadrinhado aquilo que não merece. Só que um merece os rigores da lei e o outro não. Aplicam simplesmente o princípio da isonomia: todos são iguais perante suas desigualdades.
Verdade é que não há riqueza nem tampouco pobreza. Aos olhos dos outros, o que pode haver é uma falsa noção de que o outro possa ter mais ou menos alguma coisa. Ninguém possui algo a mais ou a menos; ninguém tem mais do que o outro nem ninguém terá mais do que tem hoje. Simplesmente um possui uma coisa que o outro não possui, como, por exemplo, as noções de saúde, de felicidade, de amizade. Digo noções porque isto também não existe. Se tais bens ou noções pudessem ser verdadeiramente adquiridas ou compradas, aí sim, existiria riqueza.
Verdade é que não há nenhuma verdade, não há nenhuma mentira, não há absolutamente nada. Ora, se há uma força maior que comanda tudo, por que não direcionar o mundo para a paz, acabando com a violência, a miséria e as doenças? Dizei-me: se todos são filhos de um mesmo pai, todos não deveriam ser irmãos na mãe terra? Pelo contrário, sei que vou matar parte de minha família e mesmo assim construo a bomba, faça a guerra,deixo que vítimas inocentes morram.
Só há uma explicação para tudo isso:...
Advogado e poeta
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Basta saber olhar (poesia)
Basta saber olhar
Olhe para cima
Lá no alto
Mais alto ainda
Acima de tudo
Olhe para o horizonte
Mire nas nuvens
Tente enxergar o céu
Olhe mais
Olhe acima das montanhas
Fixe seus olhos pelos ares
Viaje mais com o olhar
Conseguiu enxergar Deus?
Por que as pessoas
Esquecem de olhar
Dentro de si mesmas
No mais alto do coração?
Agora
Conseguiu enxergar Deus?
Rangel Alves da Costa
1º de janeiro de 2010
Olhe para cima
Lá no alto
Mais alto ainda
Acima de tudo
Olhe para o horizonte
Mire nas nuvens
Tente enxergar o céu
Olhe mais
Olhe acima das montanhas
Fixe seus olhos pelos ares
Viaje mais com o olhar
Conseguiu enxergar Deus?
Por que as pessoas
Esquecem de olhar
Dentro de si mesmas
No mais alto do coração?
Agora
Conseguiu enxergar Deus?
Rangel Alves da Costa
1º de janeiro de 2010
Anjos (poesia)
Anjos
Ser o que somos
Anjos sem preces
Sem asas
Sem guarda
Sem céus
Apenas anjos que somos
Com faces e espelhos
Corpos e sonhos
Caminhos e encontros
E uma fé
Sem fé renascida
Passando pela vida
Sem buscar a Deus
Sem alcançar a Deus
Antes do Adeus
E mesmo assim
Ainda somos anjos
De nós mesmos
Anjos do nosso medo
Da tarde e da tempestade
Da noite e da escuridão
Porque temos medo
Temos medo
E buscamos proteção
Por isso somos anjos
Melhor seria
Ter simplesmente Deus
Rangel Alves da Costa – 1º de janeiro de 2010
10:50h.
Ser o que somos
Anjos sem preces
Sem asas
Sem guarda
Sem céus
Apenas anjos que somos
Com faces e espelhos
Corpos e sonhos
Caminhos e encontros
E uma fé
Sem fé renascida
Passando pela vida
Sem buscar a Deus
Sem alcançar a Deus
Antes do Adeus
E mesmo assim
Ainda somos anjos
De nós mesmos
Anjos do nosso medo
Da tarde e da tempestade
Da noite e da escuridão
Porque temos medo
Temos medo
E buscamos proteção
Por isso somos anjos
Melhor seria
Ter simplesmente Deus
Rangel Alves da Costa – 1º de janeiro de 2010
10:50h.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
SALMO PARA MINHA BÍBLIA
SALMO PARA MINHA BÍBLIA
Senhor do amor e do perdão,
O amor que me fizeste ter no coração,
Como filho humilde dessa tribo
Imensa que se faz nação,
Parece ser insuficiente para dividir
Com o estranho, para repartir com o irmão.
Perdoa-me então, Senhor,
Por ser preciso suplicar
Para engradecer meu coração,
Fazendo com que nele também caiba
O inimigo, o impuro, o descrente cristão,
Pois a colheita que temos a fazer
Exige de todos a união
Para molhar o trigo e fazer o pão.
E mitigada a fome e saciada a sede,
Ter força e coragem para seguir pela vida
Pregando a Vossa lição.
Eu, o velho e o novo irmão
Unidos pela tua benção,
Na Igreja do meu coração.
Rangel Alves da Costa
Senhor do amor e do perdão,
O amor que me fizeste ter no coração,
Como filho humilde dessa tribo
Imensa que se faz nação,
Parece ser insuficiente para dividir
Com o estranho, para repartir com o irmão.
Perdoa-me então, Senhor,
Por ser preciso suplicar
Para engradecer meu coração,
Fazendo com que nele também caiba
O inimigo, o impuro, o descrente cristão,
Pois a colheita que temos a fazer
Exige de todos a união
Para molhar o trigo e fazer o pão.
E mitigada a fome e saciada a sede,
Ter força e coragem para seguir pela vida
Pregando a Vossa lição.
Eu, o velho e o novo irmão
Unidos pela tua benção,
Na Igreja do meu coração.
Rangel Alves da Costa
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