*Rangel Alves da Costa
Aos poucos vou sentido acentuar as dores de
viver sozinho. Lentamente vou sentido em mim as desvalias de não ter ninguém
comigo. Sempre fiz tudo sozinho. Sempre lavei minhas roupas, limpei minhas
coisas, varri a casa, preguei botões, passei ferro, preparei minha comida. Ora,
morando sozinho, tudo isso tão normal. Contudo, a solidão foi indo além do
imaginado. Hoje eu sinto a falta de alguém por perto, de alguém que eu possa
fazer afago, passar os dedos pelos cabelos em cafuné, chamar de meu amor. Sinto
muito falta de abraço, de palavras, de toques, de carinhos, de gestos bons, de
chamar de meu amor. Olho ao redor, vejo amores, vejo namoros, vejo convívios,
vejo mãos dadas, vejo sorrisos. Ao menos na aparência, a felicidade. E o que eu
vejo em mim é a mesma manhã, o mesmo dia, o mesmo anoitecer. E ninguém perto de
mim para eu olhar no seu olhar e chamar de meu amor.
Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com
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