SAIA DO SOL E DA CHUVA, ENTRE...

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Último canto (Poesia)

Último canto


É um canto que ouço
é um canto que sinto
é um canto que invade
e não é de cantiga não
não é de sereia
não é de viola
nem de violão
é cantiga que assopra
que vem da folhagem
que vem da voragem
no vento zunindo
no eco insistindo
em cantar a cantiga
que não sei se é não
pois todo canto que ouço
tem uma saudade
vem de uma lembrança
fala sobre solidão
diz do amor que não é
é lamento de coração
mas essa cantiga que chega
num acorde e se vai
só pode ser o gemido
de um peito esquecido
que na morte se esvai.



Rangel Alves da Costa

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