SAIA DO SOL E DA CHUVA, ENTRE...

A morada é simples, é sertaneja, mas tem alimento para o espírito, amizade e afeto.



domingo, 24 de novembro de 2013

PALAVRAS SILENCIOSAS – 444


Rangel Alves da Costa*


“Por cima da pedra bruta...”.
“Vivo na aridez...”.
“Na terra firme e espinhenta...”.
“Debaixo do calor de mil sóis...”.
“Mas sou água...”.
“Sou rio...”.
“Sou oceano...”.
“Sou mar...”.
“Mar nos olhos...”.
“Rio no sentimento...”.
“Oceano na vastidão da desesperança...”.
“E por ser assim...”.
“Sou também tempestade...”.
“Sou vendaval...”.
“Sou temporal...”.
“Um náufrago...”.
“Um barco à deriva...”.
“Um farol solitário...”.
“Um cais abandonado...”.
“Uma ilha inexistente...”.
“Sou assim...”.
“Porque o espelho embaçou...”.
“O retrato amarelou...”.
“A porta fechou...”.
“A ventania passa distante...”.
“Nada mais existe...”.
“Que seja um talvez de felicidade...”.
“E choro...”.
“E grito...”.
“E corro...”.
“E morro...”.
“Morro todas as vezes...”.
“Que o pensamento...”.
“Foge de mim...”.
“E segue em sua direção...”.
“Num voo...”.
“Nas asas abertas da paixão...”.
“Entrecortando as nuvens...”.
“Para ser ferido pelo açoite da distância...”.
“E da impossibilidade...”.
“De te encontrar...”.
“E ressuscito para o sofrimento...”.
“Ninho desfeito...”.
“Pouso inseguro...”.
“Perdido em águas profundas...”.
“Desse azul escurecido...”.
“No mar dos meus olhos...”.
“No rio das minhas veias...”.
“E na palavra molhada...”.
“Que pede socorro...”.
“Que implora...”.
“Para não morrer de amor...”.
“Mas aqui jaz...”.
“Alguém que um dia amou...”.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

sábado, 23 de novembro de 2013

PERSONAGEM DE UMA VIDA FRUTÍFERA (CONSIDERAÇÕES DE UM AMIGO SOBRE A BIOGRAFIA DE ALCINO)


Antonio José de Oliveira*


Comentar o livro TODO O SERTÃO NUM SÓ CORAÇÃO - Vida e obra de Alcino Alves Costa, é de indubitável facilidade. Isto porque, o ilustre e experiente escritor Rangel Alves Costa, transmitiu para seus leitores todo o percurso da vida do mestre Alcino, numa didática completamente compreensível para todas as classes que amam a leitura.
"Fico a pensar como seria o sertão nordestino se Deus não tivesse nos presenteado com Alcino Alves Costa. Com certeza seria imensamente pobre, além de menos conhecido". Estas são as palavras do Psicólogo e Pesquisador Júlio Cesar Ischiara.
Concordo plenamente com o nobre pesquisador Ischiara: Alcino, com o excelente desenvolvimento da sua inteligência, proporcionou e legou imensa riqueza para nós, pesquisadores, para sua querida gente de Poço Redondo, e para a Sociedade nordestina e brasileira.
O mestre Alcino não foi apenas um profícuo pesquisador e escritor, mas, foi muito além: Poeta, compositor, radialista, político competente, e enfim - um grande amigo. E, ainda fazendo minhas as palavras do Dr. Julio Ischiara, devo dizer: O mestre Alcino deixou muita saudade.
Mas, como descrever algo sobre o livro de autoria de Rangel, sem fazer alusão às primeiras páginas do mesmo, na introdução do Delegado e Escritor Arquimedes Marques com a sua experiência de longos anos na escrivaninha de um gabinete de delegacia de polícia e mesmo no silêncio do escritório de sua residência, dando vida às ideias dos seus escritos, sejam artigos ou livros.
Arquimedes fala da sua honrosa incumbência em elaborar a introdução de uma biografia tão merecida de um personagem que fez história, numa trajetória de bem vividos SETENTA E DOIS ANOS neste Planeta Terra, logo que, vivo ele continua em outra Esfera de vida.
Arquimedes fala: "A história do pai contada pelo filho é uma história real". E, "Quem herda não furta", são ainda suas palavras sobre a dupla de poetas: Rangel (filho); Alcino (pai).
Quando leio os escritos do Dr. Rangel, muitas vezes me confundo, pensando que estou lendo ALCINO, pela grande semelhança do poeta e escritor pai, com o poeta e escritor filho.
Na introdução, o Dr. Arquimedes começa fazendo um relato dos grandes feitos da vida do seu amigo Alcino, e, o autor do livro não oculta nada da trajetória do biografado, nem mesmo ter sido Alcino, sobrinho do ex-cangaceiro Zabelê, que, após abandonar o cangaço, aquele "pássaro" levantou asas em direção a terras desconhecidas, onde nunca mais a família teve notícias do seu paradeiro.
Antonio Oliveira

O amigo Alcino, (gestor do seu município por três vezes), veio a ser, salvo melhor juízo, o mais novo prefeito da sua terra nos tempos passados: Aos 26 anos, eleito Prefeito de Poço Redondo; novamente aos 32 anos; depois, aos 42 anos. Comprovação que soube fazer uma grande administração.
Outra coisa que admiro em Alcino: Possuindo apenas o curso primário, deixou um grande legado de produções, e teve o cuidado e a responsabilidade de formar médicos, advogado e engenheiro, alguns dos seus filhos, inclusive o autor desta grande obra - Advogado Rangel Alves Costa.
Abraços para o amigo Rangel, na passagem de um ano da transferência de seu pai para Eternidade.

Antonio José de Oliveira - Povoado Bela Vista - Serrinha/BA.
23 de novembro de 2013 - 18:22


Nota do autor da biografia


Antonio Oliveira se fez amigo sem a necessidade de estar presente. Lá, de sua Serrinha, no Povoado Bela Vista, alçou voo até as terras sergipanas como numa proeza descomunal do destino.
Homem de formações outras, desde especialidades em saúde pública aos conceitos teológicos, é também um apaixonado pela história sertaneja e pelas suas vinditas de fogo e sangue, principalmente no que se refere ao fenômeno cangaço e seu representante maior. A esse respeito nos deve um opúsculo em construção.
Pois bem. Lá das terras baianas o grande pássaro lançou seu olhar mais adiante e veio cortando nuvens até chegar aos esturricamentos sertanejos, paisagem e chão de Alcino, naquele Poço Redondo que hoje vive com saudades. Apreciador da obra do Caipira de Poço Redondo, encontrou no seu filho o diálogo de outras sertanejices.
E se fez um companheiro inseparável deste coito virtual, comentando as publicações, opinando sobre os escritos, participando da estrada sertaneja que vai sendo aberta. E mais: quando soube que a biografia de Alcino estava pronta para ser publicada, logo se predispôs a ajudar no que fosse possível.
E ajudou. O seu nome consta no livro como reconhecimento. Portanto, Antonio Oliveira, se fiz com que a história do Caipira fosse perpetuada, escrevendo a sua biografia, de pouca valia teria se alguns bons amigos não se dispusessem a apoiar a publicação. E quando gritei você respondeu. Obrigado mesmo.
Rangel Alves da Costa


Rangel Alves da Costa

A ANGUSTIANTE SOLIDÃO DO ESCRITOR


Rangel Alves da Costa*


Diferentemente do jornalista que precisa produzir quase diante do fato, ou mesmo transcrevendo o acontecimento, o escritor necessita de instante apropriado para criar. E creio que é na solidão que a maioria se lança na busca de motivos, passa a dialogar com situações e personagens.
Contudo, bem sei que cada um possui seu jeito próprio de escrever. Mas também sei que dificilmente a solidão e o silêncio não estejam presentes no ato da criação. Imagino ser impossível viajar profundamente tendo interferências prejudiciais ao redor.
Daí que imagino o escritor como um ser eminentemente solitário. E de solidão angustiante, vez que tem de provocar essa situação sob pena de perder-se na multidão de qualquer obstáculo criativo.
E angustiante também por outros motivos. Em muitas situações, a angústia já é pessoal, já faz parte do escritor, e por isso mesmo ele procura desafogar-se dividindo agonias e aflições com seus personagens.
Noutras ocasiões ele apenas reflete o mundo que cria. Interage tão profundamente com aquilo que gesta que de repente já não é mais ele, senão um ser preso às amarras de um destino ainda indefinido. O problema maior é que o escritor tende a se tornar num ser amargurado e entristecido.
Mas a angústia maior está mesmo no ato da criação. Não só no ato de dar vida a personagens, colocá-los num mundo, fazer com que tenham destinos que se entrelacem ou distanciem, mas também pelo local ideal para que tudo isso possa ser feito.
Ora, não conheço escritores que encontrem a magia da escrita nas lan-house da vida ou em ambientes barulhentos e festivos. Letras fortes não se sustentam ao desvão; temas profundos não se firmam ao acaso. Deve haver um intenso comprometimento entre o escritor e o mundo esculpido na pedra da eternidade.
Contudo sei que muitos são capazes de magistralmente criar em qualquer ambiente e situação. Poetas sentam em mesas de bares e esquecem que o mundo existe ao redor; cronistas rabiscam situações cotidianas perante os fatos mais inusitados; romancistas apreciam janelas das paisagens para situar sua obra.
Diferentemente do ato de escrever, que deve ser quase como um exercício prisional, a busca de inspiração não exige tanto recolhimento. Vejo Jorge Amado passeando pelos cais da Bahia em busca de personagens; vejo Graciliano lançando o olhar pelas vastidões ressequidas para criar os caminhos de seus retirantes; vejo Quintana ao entardecer passeando pelas praças solitárias.
Muitas são as janelas abertas pelo escritor e que nelas se debruçam em torno de visões e imaginações. Em seguida fecha as janelas, cerra os cortinados da paisagem adiante, e se põe, na escuridão necessária, a acender faróis nos beirais distantes em dias chuvosos. Está entristecido, talvez necessite de um trago, mas certamente caminhará até a rebentação. 
E tenho agora em mente a localização ideal dessa ambientação um tanto sombria, solitária e silenciosa do escritor. E é isto mesmo que você imagina. Apenas um local de recolhimento, de silêncio e esquecimento do mundo lá fora.
Que tenha uma janela ao lado, um jardim de cor ou esmaecimento, uma luz acesa ou claridade solar, ou que seja na mesa ou escrivaninha colocada num canto qualquer. Tanto faz, eis que a ambientação terá um só formato: alguém sozinho, vagando em pensamentos, tomado de angústias tantas que será difícil trazê-lo de volta à realidade de outras angústias.
Um copo bebido, um cigarro apagado, um escrito rasgado, uma folha caída. Triste, silêncio e solidão. E alguém praticamente esquecido em meio a esse cenário. Eis que se desfaz e se corrói para fazer surgir outros mundos, outras realidades.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com 

Promessa (Poesia)


Promessa


Agora já não sou solidão
ainda que sozinho esteja
há uma promessa no coração
da felicidade que almeja

coração quer amar novamente
reacender a chama apagada
buscar o que se faz ausente
e reconstruindo seguir a estrada

tudo possível de ser realizado
mas difícil ter a flor esquecida
realimentar o jardim abandonado
e esperar a colheita da vida.


Rangel Alves da Costa

PALAVRAS SILENCIOSAS – 443


Rangel Alves da Costa*


“Não, não quero riqueza...”.
“Que o ouro e o diamante brilhem no seu olhar...”.
“Desejo apenas a paz...”.
“A humilde sobrevivência...”.
“A cordialidade dos dias...”.
“Uma noite enluarada...”.
“Uma manhã passarinheira...”.
“A possível felicidade...”.
“Por isso não quero riqueza...”.
“Que some o seu vil metal...”.
“Conte seus rebanhos e posses...”.
“Seus títulos e propriedades...”.
“Eis que me contento apenas...”.
“Em ter o que merecer...”.
“Um prato de feijão de corda com ovos de capoeira...”.
“Um pedaço de carne assada com macaxeira...”.
“Um cuscuz com qualquer coisa...”.
“Um doce de leite ou cocada...”.
“Água de pote, sede de moringa...”.
“Uma casinha nas distâncias...”.
“Uma viver significativa...”.
“E mais que motivos para viver...”.
“Por isso que não quero riqueza...”.
“Satisfaça com o cartão de crédito...”.
“O cheque e a poupança...”.
“Passeie com seu carro de luxo...”.
“Vista sua roupa de moda...”.
“Brilhe o luxo que merecer...”.
“Pois quero apenas uma rede...”.
“Um balançado ao entardecer...”.
“Uma água de coco...”.
“Um banho de riacho...”.
“Um passeio na mataria...”.
“A amizade com os bichos...”.
“Conviver com a natureza...”.
“Mas não digo que está errado...”.
“Em tanto ter e querer muito mais...”.
“A riqueza é para ter dono...”.
“Alguns necessitam mostram o que possuem...”.
“Já outros, assim como eu...”.
“Desejam apenas viver com dignidade...”.
“Sonhar sonhos bons...”.
“Colher fruta no pomar...”.
“Conviver com borboletas e colibris...”.
“Olhar o mundo ao redor...”.
“Abrir os braços e sorri de felicidade...”.
“Agradecer a Deus...”.
“Agradecer porque lá dentro...”.
“Na panela de barro...”.
“Há o que mais necessito...”.
“Para inigualável riqueza...”.
“Que é o alimento da vida...”.
“E o viver...”.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Coração de Advogado


Artigo de Thiago da Silva Galerani*
Publicado em http://jusbrasil.com.br/artigos/112128950/coracao-de-advogado


Você escolheu a Advocacia...

Talvez não tenha escolhido...

O fato é que em determinado momento de sua vida a carreira advocatícia surgiu em seu caminho como algo necessário ou viável.

Talvez seja uma escolha permanente, algo para a vida toda. Talvez não.

É bem provável que dará tudo certo: você terá uma carreira próspera. Aliás, desejo sinceramente que assim seja.

Pode ser também que frustrações surjam ao longo do tempo, pois há muitas expectativas, sonhos e interesses em jogo... Quando - e se - essa hora chegar, certifique-se de que tudo o que fez até agora tenha valido a pena.

Mesmo que tudo dê errado, carregue consigo ao menos a certeza de ter saboreado com dignidade a jornada.

Lute sempre o bom combate, faça o melhor que puder por quem quer que precise de você.


Não julgue as pessoas, essa tarefa não é sua. Mas escolha seus clientes, não venda nada que não queira comprar.

Pratique o bem. Seja justo.

Venda sua força de trabalho, venda soluções inteligentes, venda boa técnica profissional, mas nunca venda o coração, o senso de justiça, a oportunidade de fazer diferença no mundo.

Se tudo der errado, olhe pra dentro de si. Se estiver dando tudo certo, faça isso, também, cuidado pra não perder a alma em escolhas medíocres. Aliás, não deixe que sua alma se afogue nas correntezas do orgulho e da vaidade exagerada.

Lembre-se sempre de quem você era nos tempos de faculdade. Resgate aquele menino ou menina que queria mudar o mundo, e que talvez tenha ficado guardado nos porões da mente, soterrado por sonhos que reluziam a ouro ou prata... Liberte essa pessoa.

Não importa o que digam: ternos Gucci ou Armani, casas no campo ou na praia, carrões último tipo, conta bancária recheada e mesa farta são coisas boas, e tomara que você as conquiste. Mas nunca, nunca mesmo, valerão o sacrifício de um coração de Advogado.



*Advogado e Professor de Direito

AS TEORIAS MALDOSAS OU A DESCRENÇA NO DEUS CRIADOR


Rangel Alves da Costa*


Ligo a televisão num canal pago e avidamente me atenho às teorias maldosas. Principalmente uma, a denominada Teoria dos Antigos Astronautas, que refuta qualquer participação divina na criação do universo e do poder de realização concedido ao homem, para defender que tudo que há no mundo é obra exclusiva de seres alienígenas.
Assisto avidamente porque me instiga ver e ouvir tantas aberrações partindo de pessoas supostamente inteligentes. Contudo, não sei se alguns daqueles teóricos passariam num teste de sanidade mental. Daí soar até como brincadeira que Giorgio Tsoukalos, um pesquisador da formação das antigas civilizações por seres extraterrenos, repita a cada instante que tudo, mas tudo mesmo foi obra de antigos astronautas, dos extraterrestres.
Com o seu cabelo sempre e devidamente espetado para cima, Tsoukalos, que já foi diretor do Centro de Pesquisa de Astronautas Antigos de outro falastrão, o mundialmente conhecido Erich von Däniken (autor de “Eram os Deuses Astronautas?”), vai soltando baboseiras de indignar qualquer pessoa mais consciente. Diz, por exemplo, que descendo dos céus, os seres extraterrestres foram os responsáveis pela criação do universo. Basta ver as civilizações antigas, cujos monumentos são obras de deuses desconhecidos, segundo afirma.
Contudo, não se mostram ateus nem afirmam, com clareza, que Deus nunca existiu nem passa de um mito religioso. Mas não precisaria que fizessem tal afirmação. Suas posições teóricas, ao dar primazia aos deuses desconhecidos como elementos criadores do universo, já mostram suas intencionalidades. Desde o surgimento do homem, sua criação como elemento primordial, aos acontecimentos presentes, nada disso teve a participação da divindade religiosa cristã, mas da ação dos seres espaciais, cujo céu talvez tivesse sido criado também por eles.
E são muitas as teorias, sendo a principal delas, como já firmado, a Teoria dos Antigos Astronautas, defendendo a ação dos deuses ou astronautas antigos na criação do homem e na sua cultura, bem como na formação das antigas civilizações. Seus teóricos, pois, afirmam que o homem foi criação de deuses que visitaram a terra em tempos antigos. Contudo, existe ainda, dentre outras, a Teoria Cosmológica Sumeriana (Zecharia Sitchin), a Teoria do Paleoconto (Carl Sagan), a Teoria da Correlação de Órion (Robert Bauval) e o Movimento Raeliano (a criação dos humanos por uma raça interplanetária).
Tais teorias, contudo, só se expressam e sobrevivem pela instigação humana a tudo que diga respeito aos mistérios das antigas civilizações, ao exotismo prevalecente em diversas culturas, aos fatos ainda inexplicáveis envolvendo o surgimento dos grandes templos e as suas construções megalíticas e, principalmente, o desconhecimento humano. Assim, aproveitando-se destes fatores, os teóricos do absurdo vão criando mundos ao seu mundo e desenvolvendo as mais estapafúrdias explicações.
Os teóricos, entretanto, desenvolvem um esforço descomunal para encontrar elementos que deem sustentação às suas proezas ilusórias. Mais fácil seria o reconhecimento de Deus como o grande criador, com base principalmente nos ensinamentos bíblicos, mas preferem negá-lo e se lançam em aventuras mirabolantes. Daí buscar especialmente nos antigos textos hindus e sumerianos as explicações mítico-fantásticas para o surgimento de tudo.
Verdadeiramente desacreditam na Bíblia e no poder criador de Deus. Negam a Bíblia e se voltam para os obscurantismos contidos em textos antigos e que permitem uma multiplicidade de interpretações. Negam a Deus ao afirmar que o homem, como sua maior criação, não possui força suficiente nem capacidade para o pleno desenvolvimento de suas culturas, bem como para construir os grandes templos que até hoje instigam os pesquisadores. Somente a ação dos deuses extraterrestres para que tudo fosse possível, segundo defendem.
E mais. Num destes programas ouvi que os cérebros privilegiados de Einstein, Platão e todos aqueles reconhecidos como gênios, sofreram influências extraterrestres. E tais pessoas podiam manter contato com inteligências interplanetárias para desenvolver suas teorias e obras. Quer dizer, nem a capacidade mental humana foge às afirmações absurdas desses teóricos alienígenas tresloucados.
E dizem que perguntaram a Giorgio Tsoukalos por que ele mantinha o cabelo assim tão estranhamente penteado, sempre para cima, e dele ouviu que aquilo fugia ao seu desejo. Sempre se penteava normalmente, mais aí vinha um extraterrestre e colocava gel estelar.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com