SAIA DO SOL E DA CHUVA, ENTRE...

A morada é simples, é sertaneja, mas tem alimento para o espírito, amizade e afeto.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PALAVRAS SILENCIOSAS – 124


Rangel Alves da Costa*


“A vida é...”.
“O tudo, com âmago e essência”.
“A morte é...”.
“A vida sem existência”.
“O homem é...”.
“Semente brotada e grão”.
“A esperança é...”.
“A face positiva do ser”.
“A alegria é...”.
“A primavera da alma”.
“A tristeza é...”.
“Uma folha de outono”.
“O medo é...”.
“A prova que há limite”.
“A estrada é...”.
“O olhar querendo chegar”.
“A chuva é...”.
“Purificação”.
“A lágrima é...”.
“A voz que escorre”.
“A pedra é...”.
“Um coração esquecido”.
“A saudade é...”.
“Uma presença distante”.
“A distância é...”.
“O passo que ainda não foi”.
“A brisa é...”.
“O voo da natureza”.
“O vento é...”.
“A pressa que passa”.
“A porta é...”.
“A fronteira da moradia”.
“A nascente é...”.
“O ventre do rio”.
“A tarde é...”.
“A idade do dia”.
“A velhice é...”
“A certeza da vida”.
“O beijo é...”.
“O silencioso afeto”.
“O abraço é...”.
“Querer ser o outro”.
“A partida é...”.
“Uma chave no bolso”.
“O sofrimento é...”.
“A dor sem disfarce”.
“O sonho é...”.
“Outra realidade possível”.
“A lição é...”.
“O Salmo do caminho”.
“A fé é...”.
“A certeza de não estar sozinho”.
“A religião é...”.
“O que quiser acreditar”.
“A promessa é...”.
“Um desejo que se constrói”.
“O barco é...”.
“A saudade navegando”.
“O cais é...”.
“O porto da lágrima”.
“A concha é...”.
“O segredo do vento”.
“Você é...”.
“O que desejar”.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

IMPRESSIONANTES CENAS DE UM CALOR TERRÍVEL (Crônica)


Rangel Alves da Costa*


Verdade que o clima não está brincadeira, o calor está infernal, e será disso pra pior. As ações devastadoras do homem perante o meio ambiente provocam mudanças climáticas que afetam cada vez mais sua própria qualidade de vida. E temperatura tão alta é apenas uma das consequências.
Talvez finjam que não sabem, mas a cada árvore derrubada vai permitindo que a temperatura do planeta suba cada vez mais; a cada fonte de água desaparecida vai aumentando o calor na terra; a cada agente poluente solto pelas chaminés mais a atmosfera fica desprotegida da radiação solar.
Portanto, é o próprio homem, na sua ação destrutiva e devastadora contra o meio ambiente e os recursos naturais, e que tanto sofre com temperaturas tão elevadas e que vão acima dos 40 graus, o culpado maior por tudo que vem acontecendo.
E, infelizmente, a tendência é o aumento crescente da intensidade do calor, e em períodos ainda mais prolongados do ano, vez que a sensibilidade humana para os problemas por ele mesmo criados parece ser a de meramente de lavar as mãos, não se sentir culpado por nada.
Mas depois dos prolegômenos vamos aos fatos, vamos à descrição das impressionantes cenas desse calor terrível que toma, impiedosamente, nossos dias e nossas noites. Talvez nem fosse preciso esmiuçar sobre tais aspectos, vez que cada um certamente conhece de perto qual a sensação de se estar num mundo que parece querer incendiar a qualquer momento.
Na região interiorana, principalmente pelas bandas sertanejas, a seca terrível, medonha, assustadora, traz consigo um sol muito mais abrasador que em outros lugares, com raios que provocam incêndios e devastações, tornando a temperatura ainda mais elevada. Por conseqüência, o calor passa de níveis termométricos para níveis incendiários.
Nesse contexto é que acontecem as situações mais inacreditáveis, que só o cabra se arriscando ir até lá para ver de perto. Não há banho que dê jeito, não há água gelada que minimize a situação, não há porta e janela dia e noite abertas que façam entrar uma brisa, um arzinho mais refrescante sequer.
Contam que em Nossa Senhora da Conceição do Poço Redondo – povoação sertaneja também conhecida como morada do sol – as pessoas nem precisaram de fornos ou fogueiras para preparar os assados do natal e da passagem do ano.
Simplesmente temperaram os perus, os chesters, os pernis e outras aves e colocaram, por volta das oito da manhã, no meio do tempo, debaixo do sol. Após o meio-dia já estava tudo pronto, bem assado e cheiroso. E teve gente que esqueceu o frango estendido no quintal e lá pras cinco da tarde já estava esturricado.
O sol descendo abrasador deveria ir tornando o ambiente terreno num verdadeiro forno, mas não, pois no sertão o que se tem é uma fogueira aberta no meio do tempo, com pessoas sendo tostadas aos poucos, se derramando de suor, com a pele chamuscada das labaredas. Verdade é que muitos não saem às ruas com medo de incendiar.
Tive notícias que duas pessoas simplesmente se transformaram em labaredas enquanto caminhavam mais apressadas, quase correndo, e precisamente para fugir do sol. Coitadas, de repente se viram tomadas de chamas, de quenturas terríveis, num verdadeiro cenário de fim de mundo. E se este não acabou no dia 21, se continuar desse jeito, com o povo vivendo em brasa, não vai demorar muito não.
Ouvi também que num município vizinho o prefeito, também vítima dessa situação insuportável provocada pelo calor de mil graus, e como meio de proporcionar uma sensação melhor ao seu corpo balofo de mais de cento e vinte quilos, fez baixar um decreto de emergência permitindo que as pessoas pudessem andar nuas pelas ruas.
A intenção era boa, pois a nudez provoca maior conforto e as mulheres, por exemplo, não precisavam mais estar levantando e sacudido beiradas de saias e vestidos para subir uma fresquinha nas partes de baixo. Só que esbarrou num problema: as beatas da liga da moralidade e dos bons costumes ameaçaram se trancar na igreja e provocar um incêndio coletivo sem precisar acender um fósforo sequer.
O prefeito voltou atrás, porém teve uma ideia que lhe traria melhores frutos eleitoreiros, segundo ele mesmo segredou a um puxa-saco. Mandou distribuir centenas de ventiladores perante os seus eleitores e todos acompanhados com milhares de metros de fios para permitir o seu uso.
Quer dizer, as pessoas podem ir pra onde quiser levando seu ventilador ligado, e cuja extensão vai dar exatamente nas milhares de tomadas que foram instaladas na prefeitura. Mas se o prefeito souber que o eleitor se bandeou pro outro lado é só mandar tirar o fio do ventilador da tomada. E a pessoa logo será encontrada em chamas.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com   

Poema do amor ainda (Poesia)



Poema do amor ainda


Meu primeiro livro de poesias
nasceu de poemas amorosos
escritos para minha amada
depois escrevi outro de solidão
e nem preciso dar explicação

outros livros acabaram surgindo
sobre tristeza, angústia, saudade
mas nada sobre aquele amor
que um dia escrevi  mil folhas
e mais uma com o nome dela

nunca mais tive amor poesia
nunca mais vi no amar alegria
nem sei mais o que é namorar
se é compartilhar ou estar
nunca mais poema para beijar

mas estou pensando escrever
um novo livro para você
só peço o amor como inspiração
pois do verso farei a canção
do amor maior para o coração.

  
Rangel Alves da Costa

PALAVRAS SILENCIOSAS – 123


Rangel Alves da Costa*


“O nosso cancioneiro é um livro aberto...”.
“Um lindo caderno de poesia...”.
“Sob cuja inspiração os anjos se transportam...”.
“Pérolas que nascem em conchas...”.
“Joias e raridades que vão ecoando...”.
“E é por isso que ouvimos...”.
“Somos agraciados com versos assim...”.
“Um dia a areia branca seus pés irão tocar, e vai molhar seus cabelos a água azul do mar. Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar. E ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar...”.
“E basta contar compasso, e basta contar consigo, que a chama não tem pavio. De tudo se faz canção, e o coração na curva de um rio, rio, rio...”.
“Vem morena ouvir comigo essa cantiga, sair por essa vida aventureira, tanta toada eu trago na viola pra ver você mais feliz. Escuta o trem de ferro alegre a cantar, a reta da chegada prá descansar no coração sereno da toada, bem querer. Tanta saudade eu já senti, morena mas que coisa tão bonita, da vida nunca vou me arrepender...’.
“Lenha na fogueira, lua na lagoa, vento na poeira, vai rolando à toa. A cantiga espera quem lhe dê ouvidos, a viola entoa solidão de amigos. A saudade lembra de lembranças tantas, que por si navegam nessas águas mansas. A saudade lembra de lembranças tantas, que por si navegam nessas águas mansas. Quando a cachoeira desce nos barrancos, faz a várzea inteira se encolher de espanto. Lenha na fogueira, luz de pirilampos, cinzas de saudades voam pelos campos...”.
“É pau, é pedra, é o fim do caminho. É um resto de toco, é um pouco sozinho. É um caco de vidro, é a vida, é o sol. É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol. É peroba do campo, é o nó da madeira. Caingá, candeia, é o Matita Pereira. É madeira de vento, tombo da ribanceira. É o mistério profundo, é o queira ou não queira. É o vento ventando, é o fim da ladeira...”.
“Como vai você? Eu preciso saber da sua vida. Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia. Anoiteceu e eu preciso só saber. Como vai você?...”.
“Amigo é coisa para se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração. Assim falava a canção que na América ouvi, mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir. Mas quem ficou no pensamento voou, com seu canto que o outro lembrou. E quem voou, no pensamento ficou com a lembrança que o outro cantou...”.
“Quando não tinha nada eu quis, quando tudo era ausência esperei, quando tive frio tremi, quando tive coragem liguei. Quando chegou carta abri, quando ouvi Prince dancei, quando o olho brilhou, entendi, quando criei asas, voei. Quando me chamou eu vim, quando dei por mim tava aqui. Quando lhe achei, me perdi. Quando vi você, me apaixonei...”.
“Meu coração tropical está coberto de neve, mas ferve em seu cofre gelado, a voz vibra e a mão escreve mar. Bendita lâmina grave que fere a parede e traz as febres loucas e breves que mancham o silêncio e o cais. Roseirais, nova Granada de Espanha, por você eu, teu corsário preso, vou partir a geleira azul da solidão e buscar a mão do mar me arrastar até o mar, procurar o mar...”.
“Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar. Não tive a intenção de me apaixonar, mera distração e já era momento de se gostar. Quando eu dei por mim nem tentei fugir do visgo que me prendeu dentro do seu olhar. Quando eu mergulhei no azul do mar sabia que era amor e vinha pra ficar. Daria pra pintar todo azul do céu, dava pra encher o universo da vida que eu quis pra mim...”.
“Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho, deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração...”.
“Eu queria saber o que faço pra agradar o mundo, se é preciso dar murro em ponta de faca ou não, se não devo parar os meus passos na beira do abismo, para ter uma estátua na praça ele era tão bom... Da vida não levo nada, do jeito que a vida vem, depois de fechar os olhos não adianta ser alguém...”.
“Em cada letra a genialidade do artista...”.
“Poesia na boca do povo...”.
“Na alma e no coração...”.


Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

A CRIANÇA NASCEU! (Crônica)


Rangel Alves da Costa*


Enfim, a criança nasceu. Depois de tantas expectativas, ameaças, suspense, finalmente nasceu a criança gerada nos últimos 365 dias, durante um ano inteiro.
Tal qual a Fênix mitológica, nasceu das cinzas de um velho que partiu à meia-noite, cujo nome era 2012. Chegada com outra feição, envolta em esperança e renovação, logo foi batizada com o singelo apelido de 2013.
Como afirmado, eram muitas as expectativas pelo seu nascimento. Ora, há poucos dias haviam proclamado sua morte antes mesmo de vir ao mundo. Dataram em 21 de dezembro o marco do seu desaparecimento prematuro, ainda no ventre.
Conseguindo ultrapassar a fatídica data e surgindo assim tão radiante, talvez seja por isso que foram tantas as comemorações pela sua chegada. Fogos ribombaram pelo ar, guirlandas coloridas dançaram nos céus, gritos eufóricos, beijos e abraços deram-lhe as boas-vindas.
Em alguns lugares as grandiosas comemorações, a mesa farta, a bebida em abundância. E um povo distante de si mesmo e do próximo. Já em outros ambientes, com quase luxo nenhum, apenas a mesa de sempre brindada com sidra. E ainda noutros apenas a alegria da permanência e da chegada do menino, que logo chamaram esperança.
E já que veio assim, num nascimento tão entusiasticamente desejado e festejado, que se faça plena luz daqui em diante. Mesmo criança ainda, sem noção do que encontrará pela frente, ainda assim surge como espelho de onde se espera refletida a luz que o mundo tanta necessita.
Luz que refletirá não só pelo mundo, mas também, e principalmente, nas pessoas que nele habitam e nos seres viventes que nele fazem moradia. E que esta luz tenha o dom de alcançar a natureza, o meio ambiente, o chão e a casa dos homens e dos animais, todas as nascentes e todos os seus leitos.
Esse menino que nasce não há de padecer pelos vícios e pecados já existentes. Não há de mais tarde chorar ao ver que sua morada está tomada pelas imundícies que o homem joga esgoto adiante, pela fumaça tóxica que se espalha pelo ar, pela degradação da vida e do meio de sobrevivência de todos.
Triste do menino ao saber que o homem envelhece sem cumprir quase nada do que prometeu; ao conhecer que os males existentes são fruto do próprio homem; ao ter a certeza que por trás daquele que se mostra inofensivo, bondoso e cordial, tantas vezes existe um mentiroso, falso, violento, arrogante, injusto, bestial.
Será próprio de criança o choro diante de qualquer espanto. Contudo, ninguém ainda sabe como reagirá diante de realidades mais contundentes, vergonhosas, estarrecedoras. Coitada da criança ao olhar ao redor e sentir que as pessoas são totalmente diferentes daquelas que tanto brindaram, se cumprimentaram e se abraçaram na sua chegada.
Certamente terá vontade de voltar ao ventre ao sentir que quase nenhuma valia possui as promessas feitas, os compromissos assumidos, os juramentos proclamados com tanta veracidade. E que tristeza ao constatar que o descomprometimento é o maior compromisso existente no ser humano.
E a criança inevitavelmente saberá que o berço onde suavemente balança logo se transformará numa verdadeira selva, onde pessoas famintas de outras pessoas jogam no leito vermelho o que tanto se proclamou como solidariedade. O homem sendo lobo do homem, irmão se erguendo contra irmão, o lar de portas abertas.
Mas nem só na selvageria crescerá o menino. Situações encontrará mostrando o quanto vale a pena viver, ainda que no desumano mundo. Sozinho, com a força encontrada a cada novo dia, o menino logo se transformará em homem feito, adulto, consciente, enxergando oportunidades em tudo, vendo a flor escondida no jardim devastado.
E sabendo que mesmo a crueldade humana não consegue destruir de vez as belezas da vida, seguirá ensinando a cada um como tirar o melhor proveito da realidade ao redor, preservando o existente e semeando novas conquistas.
Talvez não consiga, mas quando dezembro chegar e já estiver envelhecido, simplesmente repousará para o sonho de que a próxima criança encontre um mundo melhor.
  

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

Recomeço (Poesia)



Recomeço


O mesmo amor
o sempre amar
sem nunca um fim
ainda assim
merece recomeçar

as flores brotaram
as águas passaram
o orvalho dissipou
a revoada passou
o dia já é noite
o vento é açoite
o menino cresceu
o broto já floresceu
tudo enfim mudou
tudo se transformou
o que se tinha se deu
mas nada morreu

daí meu amor
que o nosso amar
sem nunca ter fim
precisa recomeçar.

  
Rangel Alves da Costa

PALAVRAS SILENCIOSAS – 122


Rangel Alves da Costa*


“Música clássica, que tão bela música...”.
“Música da eternidade, da paz...”.
“Do silêncio e da meditação...”.
“Toda vez que a ouço me transporto...”.
“Verdadeiramente permite viajar...”.
“E de repente estou no alto da montanha...”.
“Mirando a vida e alimentando o espírito...”.
“Ou singrando por águas mansas...”.
“Ao vento leve, na companhia de gaivotas...”.
“Ruma à ilha distante...”.
“A música permite voar até a ilha...”.
“E a paz da brisa e dos coqueirais...”.
“E que encanto de estar reencontrando-se espiritualmente...”.
“Ah, música, música...”.
“Nas tuas asas sou pássaro em revoada...”.
“Valsando, mirando os noturnos, os prelúdios...”.
“Tocatas, sonatas...”.
“Um violino triste no meu coração...”.
“Um piano que me faz relembrar...”.
“Ah, música, música...”.
“Em cada nota um jardim florido...”.
“Um entardecer de janela entreaberta...”.
“Um passo na estrada...”.
“Uma paisagem que chama...”.
“As mãos que se erguem em busca de Deus...”.
“A saudade boa, a triste recordação...”.
“Saudade, ouça a melodia com teu nome...”.
“E o retrato, a lembrança de tudo...”.
“Quem dera voar, quem dera chegar...”.
“Nas asas da música, no seu voejar...”.
“Ah, música, música...”.
“A tarde no Lago dos Cisnes...”.
“O cisne branco temendo as maldades do cisne negro...”.
“Mas as água se abrem para a felicidade...”.
“E vai bailando o seu Quebra-Nozes..”.
“Mas a música dispersa, ganha fúria estonteante...”.
“Como numa Cavalaria Rusticana...”.
“Como numa Carmina Burana...”.
“Também corta as florestas negras...”.
“Invade mosteiros, toma catedrais...”.
“E ouve-se, ao longe, Jesus Alegria dos Homens...”.
“Uma Ave-Maria...”.
“O Evangelho Segundo Mateus...”.
“Música, que bela música...”.
“Viajando pelas escarpas danubianas...”.
“Valsando no Danúbio Azul...”.
“Música de aroma e perfuma em Vivaldi...”.
“O outono, o inverno, a primavera e o verão, As Quatro Estações...”.
“Mas A Primavera possui mais beleza e sedução...”.
“Tudo seduz, tudo encanta, tudo faz viajar...”.
“Na solidão dos dias, no silêncio das horas...”.
“Quanto o ser humano se permite pensar que existe...”.
“Torna magia o seu momento...”.
“Passa a verdadeiramente viver...”.
“E vai buscar companhia em Bach, Tchaikovsky, Debussy...”.
“Vivaldi, Strauss, Carl Off, Offenbach...”.
“Chopin, Lizst, Richard Wagner, Mozart...”.
“E um cálice de vinho, um olhar à janela...”.
“A visão que tudo transforma...”.
“O mundo é outro, é de paz...”.
“E tudo uma graça divina!”.
  

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com