A janela
E vem a tarde
e chega o entardecer
a brisa passeia
o vento avança
a janela está aberta
sopros sacodem
as cortinas lá dentro
as folhagens murmuram
as flores balançam
mas ninguém
que chegue na sacada
e olhe adiante
e me veja triste
em meio ao trigal
em meios aos campos
que refletem
toda a natureza
de um homem triste
solitariamente triste
olhando infinitamente
para sua janela.
Rangel Alves da Costa
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