Da culpa
Pela vidraça nublada
na réstia do perfil que avistava
enxugando com a mão a solidão
senti que o meu amor chorava
Chore não
dizia meu coração
Abra a janela
dizia olhando ela
Venha me ver
dizia o meu querer
Me dê um beijo
pedia o meu desejo
Merecemos um perdão
recordava a paixão
De um só favor
é o que precisa o amor
Quero entrar
e pedir para ficar
No dia e no dia seguinte
sempre que retorno ao lugar
pareço sumir aos seus olhos
que preferem chorar a amar
E nem posso enxugar as lágrimas
de um rio que fiz transbordar
por brincar de coisa séria
que é um coração machucar.
Rangel Alves da Costa
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